Faz hoje dezoito anos que, em solo português, foi acesa uma nova Luz.
No dia 3 de Maio de 2008, um grupo de maçons, sob a égide do Muito Ilustre Irmão Pedro Rangel, deu início a uma etapa decisiva na história contemporânea da Maçonaria em Portugal, ao proceder à instalação, pela primeira vez, do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraïm.
Com o Acendimento de Fogos da Respeitável Loja Phoenix, ao Oriente de Lisboa, abriu-se um ciclo novo — exigente, profundo e fecundo — que viria a imprimir uma dinâmica inédita ao panorama maçónico nacional.
Desde então, a chama inicial propagou-se com vigor.
De Norte a Sul do país — Porto, Braga, Coimbra, Viseu, Castelo Branco, Lisboa, Portimão e Faro — dezenas de Lojas foram sucessivamente erguidas, testemunhando a vitalidade e a força de um Rito que alia tradição iniciática, via gnóstica e exigência espiritual.
Deste impulso fundador nasceram duas Obediências Simbólicas estruturantes:
a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, expressões distintas de uma mesma matriz iniciática.
Como corolário natural desta evolução na Maçonaria Azul, constituiu-se a Grande Ordem Egípcia, enquanto Jurisdição dos Altos Graus do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraïm em Portugal, afirmando-se hoje como uma das mais relevantes a nível internacional, imediatamente a seguir ao Grande Oriente de França.
Inscrevemo-nos, assim, numa linhagem que remonta aos maçons que, em 1862, estruturaram este Rito no seio do mesmo Grande Oriente de França — herança que assumimos com consciência, responsabilidade e fidelidade.
É esta filiação, simultaneamente histórica e iniciática, que nos orienta.
É ela que nos eleva.
É ela que sustenta a nossa perseverança no caminho da Gnose, na busca incessante do Conhecimento, da Luz e da Perfeição.
Como dizia o past Primeiro Patriarca Grande Conservador da Grande Ordem Egipcia do Grande Oriente de França, BAI:. Jean Iozia: “Vão e que o Espirito do Rito vos acompanhe”




