
VIII Congresso da Grande Ordem Egípcia de Portugal marcado pela Harmonia e Fraternidade.
A Grande Ordem Egípcia de Portugal reuniu no Vale de Monsaraz, os Altos Graus do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim, num encontro marcado pela excelente harmonia e união dos seus Membros, pelo rigor ritualístico, pela profundidade filosófica e pelo reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pela jurisdição portuguesa.
No passado dia 10 de outubro de 2026 (e.v.), realizou-se, no Convento da Orada, ao Vale de Monsaraz, o VIII Congresso da Grande Ordem Egípcia de Portugal, Jurisdição dos Altos Graus do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim (RAPMM).
Este importante acontecimento da Maçonaria portuguesa reuniu representantes de jurisdições maçónicas amigas, com particular destaque para a Grande Ordem Egípcia do Grande Oriente de França, bem como para o Supremo Conselho Misto do 33.º Grau de Portugal - Grande Colégio do Rito Escocês Antigo e Aceite.
A presença destas delegações constituiu uma expressão significativa da amizade, do respeito mútuo e da cooperação institucional que unem diferentes tradições iniciáticas, fortalecendo os laços de Amor Fraterno e os valores universais da Maçonaria.
Os Altos Graus de Memphis-Misraim: rigor ritualístico e aprofundamento iniciático
O VIII Congresso foi antecedido pela realização de importantes sessões dos Corpos Filosóficos dos Altos Graus do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim, que testemunharam a vitalidade, a organização e a profundidade do trabalho iniciático desenvolvido pela Grande Ordem Egípcia de Portugal.
Realizaram-se as sessões dos seguintes Corpos Filosóficos:
- Grande Conselho de Mestres da Grande Obra — 30.º Grau do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim;
- Grande Conselho de Patriarcas de Ísis — 27.º Grau do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim;
- Grande Conselho de Filósofos Herméticos — 20.º Grau do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim.
Estas sessões constituíram momentos de particular significado na vida da jurisdição, reafirmando a importância do rigor ritualístico, da transmissão iniciática e do estudo aprofundado do património simbólico, filosófico e hermético do Rito.
A atividade destes Corpos Filosóficos reflete a continuidade de um projeto iniciático estruturado e exigente, que procura conciliar a fidelidade à tradição com a liberdade absoluta de consciência e o aperfeiçoamento espiritual e moral do ser humano.
O reconhecimento internacional da Grande Ordem Egípcia de Portugal
Um dos momentos de particular significado do VIII Congresso foi o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Grande Ordem Egípcia de Portugal no panorama da Maçonaria internacional.
O representante da Grande Ordem Egípcia do Grande Oriente de França destacou o prestígio alcançado pela jurisdição portuguesa, valorizando a qualidade da sua organização, o rigor dos seus trabalhos e o compromisso com a preservação e o desenvolvimento do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim. Como foi referido, a Grande Ordem Egípcia do Grande Oriente de França é a mãe da sua congénere portuguesa.
Este reconhecimento assume especial significado pela profunda ligação institucional e fraternal que une as duas jurisdições, alicerçada numa visão comum da tradição iniciática, no respeito pelos princípios do Rito e numa cooperação permanente.
A Grande Ordem Egípcia de Portugal tem vindo a afirmar-se como uma referência internacional na prática e no desenvolvimento dos Altos Graus do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim, demonstrando que o rigor, a organização e a fraternidade constituem fundamentos essenciais para a credibilidade e o reconhecimento de uma jurisdição maçónica.
Mais do que uma relação entre instituições, a ligação à Grande Ordem Egípcia do Grande Oriente de França traduz uma verdadeira comunidade de valores, de princípios e de compromisso iniciático, fortalecida pela confiança recíproca e por um profundo sentimento de pertença à mesma família maçónica.
O Agnosticismo e o Caminho da Gnose: conhecimento e espiritualidade
Sob o tema «O Agnosticismo e o Caminho da Gnose», os trabalhos do VIII Congresso proporcionaram uma profunda reflexão sobre os caminhos do conhecimento, da espiritualidade e da transformação interior.
O agnosticismo, enquanto reconhecimento dos limites do conhecimento humano, e a gnose, entendida como caminho de conhecimento interior, constituíram pontos de partida para uma reflexão sobre a procura da Verdade, a liberdade de pensamento e o aperfeiçoamento da consciência.
Num mundo marcado por profundas transformações e crescentes desafios éticos e sociais, a espiritualidade iniciática assume particular relevância enquanto caminho de elevação do pensamento, desenvolvimento da virtude e nobreza da ação.
A paisagem idílica e serena do Convento da Orada, envolvida pela beleza singular do Alentejo, proporcionou um ambiente de recolhimento, harmonia e fraternidade, particularmente adequado à profundidade dos trabalhos realizados.
A Grande Ordem Egípcia de Portugal: tradição, espiritualidade e universalismo
O VIII Congresso reafirmou a importância da Grande Ordem Egípcia de Portugal na preservação, no estudo e no desenvolvimento dos Altos Graus do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim, uma tradição iniciática particularmente rica em simbolismo, hermetismo e reflexão filosófica.
Através de uma prática ritualística rigorosa e de um estudo aprofundado das grandes tradições do pensamento humano, a jurisdição portuguesa prossegue um caminho de desenvolvimento iniciático assente na liberdade absoluta de consciência, na fraternidade universal e na procura permanente do conhecimento.
O reconhecimento internacional alcançado e a solidez das relações estabelecidas com a Grande Ordem Egípcia do Grande Oriente de França constituem simultaneamente um motivo de satisfação e uma responsabilidade acrescida na continuidade deste projeto.
A Grande Ordem Egípcia de Portugal reafirma, assim, o seu compromisso com uma Maçonaria de exigência, conhecimento e fraternidade, onde a tradição iniciática não constitui apenas uma herança a preservar, mas sobretudo um caminho vivo de regeneração interior e de progresso da Humanidade.
Porque o verdadeiro sentido da Iniciação reside na capacidade de transformar o conhecimento em sabedoria, a sabedoria em virtude e a virtude em ação.
